18 de setembro de 2012

Bicicletas

Fotografia  por Lucia Marina Rodrigues

Pedalando pelo mundo eu vou ,na minha bike.
Os motivos são muitos que vou citando para vocês enquanto vou pedalando.
Melhorou a minha respiração e meu pulmão ficou limpo sem poluição.
Minhas pernas ficaram com músculos fortes e bem torneadas .
O stress se foi com a brisa que balançava meus cabelos e no suor do rosto.
Enquanto eu pedalo admiro a Natureza e fico em contato com o Criador 
Sem falar do Amor que você pode encontrar entre uma pedalada e outra.
Saúde para meu bolso que não gasto mais combustível.
Contribuo com a Ecologia não poluindo o ambiente .
E vivo sem complicações.Mais uma vez o menos é mais!

17 de setembro de 2012

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Fotografia por Rodrigo Moura




NÃO DEIXE O VENENO DO MAL ACHAR PASSAGEM NO SEU CORAÇÃO.
QUANDO VOCÊ COMPARTILHA TUDO COM ALGUÉM A SUA VIDA SE TORNA MAIS FÁCIL E DIVERTIDA.
NÃO DEIXE AS PALAVRAS E PENSAMENTOS SE ENFERRUJAREM NO SEU CORAÇÃO E MENTE.
EM ALGUM LUGAR HÁ UMA OUTRA METADE DE VOCÊ.
COMPARTILHE!
Lucia Marina Rodrigues

16 de setembro de 2012

Mundo Novo




Mundo novo

Réstias de sol penetravam por entre as árvores do pequeno pulmão, como chamávamos a pequena floresta em que morávamos. Era nossa pátria agora. Tudo foi destruído, restando só um deserto, o qual eu comparava com as caatingas do que fora o nosso nordeste do antigo Brasil.

Depois da seca dos rios, por falta de chuvas, destruição das florestas pela ganância dos homens, o solo se tornou contaminado por nossa culpa, usando materiais não degradáveis, poluentes de ambiente, pesticidas, causando queimadas, o planeta se tornou um deserto. Não tínhamos água, alimentos, roupas.

Os escolhidos que sobreviveram a esse final dos tempos, entre os quais me encontrava e a minha irmã Gemale, saíram do local em que moravam em busca de um lugar para viver. Não sabíamos o que encontraríamos, mas éramos dirigidas por uma intuição, penso que uma fé inabalável fazia com que caminhássemos trôpegas e esfarrapadas fugindo de tudo, onde a violência imperava em troca de algo, famílias se matando, filhos contra pais, irmão contra irmão. Não sabemos qual foi o critério usado por Deus, mas da nossa família só restou nós duas.

Na procura desse mundo novo, atravessando esse deserto de destruição, eu, a mais forte, não sei, sofri toda espécie de violência, para conseguir pingos de água e alimento para continuarmos a jornada, porém, eu sabia que encontraria esse lugar e o ódio que sentia vitimada por toda violência era meu alimento. Só queria dar forças a Gemale, de saúde mais frágil, para chegar comigo. Sozinha não queria encontrar esse mundo novo.

Conhecemos mais pessoas vindas de outros lugares e esse pequeno grupo avistou a pequena floresta com um córrego de águas límpidas. Finalmente o paraíso. Dividimos os lugares, eu e Gemale tínhamos nosso pequeníssimo cantinho. Gemale começou uma pequena horta e eu comecei a ler a Bíblia, único livro que consegui achar, pois todos foram destruídos, para estudar sobre·outro prisma e tentar achar respostas; deixar algo escrito para que outra geração pudesse saber o que passamos e não cometer os mesmos erros que nós fizemos com nosso planeta.

Até que um dia eles chegaram. Não sei de onde vieram, a violência começou, nossa paz foi destruída. Homens, ou seriam animais, que nos roubavam e violentavam de todas as formas. Eu tentava proteger Gemale, sempre conseguia esconde-la desses estupros.

Eu tinha medo sim, quando eles chegavam e nos levavam para seus castelos, que eram apenas paredes de pedras, porque também por lá houve muitas lutas, mas o meu ódio por eles era tanto que eu sobrevivia e de manhã ia buscar Gemale no nosso esconderijo, pois esses demônios só chegavam com a noite. Um dia vieram mais cedo e levaram minha Gemale. Eu sabia que ela não iria agüentar tanta violência, não iria gritar, pois não falava.

Passei a noite perto da nossa hortinha,lembrando de nossos pais e pedindo a eles que protegessem Gemale, nossa menina que foi perdendo a voz conforme percebia que reclamar e gritar não iria mudar o mundo.

Pela manhã fui até a clareira esperando sua volta e a vi passando com seus cachos ruivos, suas sardas e duas aureolas vermelhas nas bochechas. Os animais a seguravam pelas axilas e não a deixaram comigo. Olhei para seus olhos, ela sorriu e me acenou com a mão. Pensei: "graças a Deus está viva", e dentro das terríveis circunstâncias, acho que sobreviveu à noite infernal, apesar de sua fragilidade.

Quando vi os monstros voltarem sozinhos, eu e outras mulheres da comunidade fomos a sua procura e vi Gemale caída, sem vida, do outro lado, que fora no passado uma muralha.

Uma criança me disse que depois que os homens a deixaram, ela subiu no local mais alto e se jogou, mas antes deixou um recado, pedindo desculpas por não ser forte como eu e não ter suportado tanta violência. Seu aceno de mão foi um adeus.

Gritei feita louca, minha vida perdeu o sentido, perdi minha irmã gêmea, meu outro eu. Gritei novamente e senti alguém me chacoalhando.

Abri os olhos e era Gemale, que deitada na outra cama do lindo quarto em nossa casa, se assustou com meus gritos, acordou e ficou preocupada, achando que eu estava tendo um pesadelo.

Ainda bem, foi um pesadelo verídico ou premonição, mas quanto tempo nos resta antes de destruirmos nosso planeta e a nós mesmos?!


Conto de autoria de Lucia Marina Rodrigues(Coletânea do Concurso Literário da UBE  organizado por Neída Rocha -Porto Alegre -Brasil 2012





14 de setembro de 2012

Mistérios do Universo

Fotografia por Rodrigo Moura 
O planeta Terra é um grão de areia no Universo Cósmico.
Seria muita pretensão da nossa parte acharmos que somos os únicos habitantes de uma raça inteligente do Universo.
Será que não somos visitados aqui na Terra por outros seres? Ou observados?
O Criador do Universo espalhou as partículas em toda a extensão da área cósmica ,e como elas reagiram com as forças da Natureza?
Se reproduziram ,como,onde?
Ainda estamos atrasados com o estudo da ciência e não podemos saber ,no momento.
Mas os mistérios estão aí para estudarmos ou crermos ,para isso há a Fé(Crer sem Ver)
Como reagiremos a esse encontro com outros habitantes ?
Precisamos nos conhecer melhor ,e talvez aquela "coisa" do meu lado tenha vindo de outra parte do Universo , e seja muito melhor que eu .
Com o Criador eu não discuto,não tenho argumentos ,só aceito.

13 de setembro de 2012

A última porta

Fotografia por Rodrigo Moura

Após uma longa caminhada por terras desconhecidas encontrei a porta que todos teremos que atravessar um dia.Esta é minha porta ,cada pessoa tem a sua. A minha já está desgastada pelo tempo,pelas tempestades da vida que atravessei.O desgaste pode ter sido provocado por outros,amigos e não amigos ,mas esta porta só eu devo atravessar .Não tem como escapar .
Mas o medo me paralisa as pernas ,pois ,não sei o que vou encontrar.
Penso que poderia ser :dinheiro?Mas qual a quantidade ?O muito e o pouco trariam o que procurei?
E se fossem monstros que o cérebro imagina ,quiserem me abraçar? Mas isto é a minha mente insana que fabricou  ou foram reais? 
Talvez eu encontre entes queridos que já partiram?Não sei,será que eles voltam para fazer visitas?Talvez em sonhos,sim.
Quando coloco a chave na fechadura penso no Amor.Sim só pode ser isso . Vou me encontrar com os meus amores físicos ,falsos ou verdadeiros e daí eu poderei escolher aquele que imagino  me fará feliz.
Também poderia ser o sucesso profissional ,a fama e com isso a fortuna.
Penso que poderia ser a Saúde do corpo e porque não da Alma?
Eu teria o equilíbrio do Corpo e da Alma e com isso seria invencível!
Me carrego de toda força  espiritual que ainda possuo para expurgar os medos que me acompanham e abro a porta.
Finalmente abro a porta .A escuridão domina o ambiente e uma réstia de luz vai iluminando o local. .
Uma cadeira vazia onde me sento e vejo a sala onde as paredes são espelhos .
Me vejo de todas as maneiras e percebo que atrás da porta azul o encontro era comigo mesma,sem disfarces.
Finalmente !Estou em paz!


8 de setembro de 2012

Prisioneiros

Fotografia por Rodrigo Moura

No mundo moderno somos todos prisioneiros,
Somos prisioneiros do dinheiro quando possuímos muito e vem o medo de assaltos ,sequestros e até mesmo nossos amigos e a própria família são uma ameaça .
Se ele nos falta somos frustados por não podermos ter ou realizar nossos desejos e nos tornamos prisioneiros de nossos sonhos .
O Amor por alguém nos deixa prisioneiros se não for correspondido,e se for tornamos escravos desse sentimento ,e ficamos loucos de arrebatamento ,até que o medo da perda nos torna ciumentos e prisioneiros de um sentimento negativo.
Se formos pensar na segurança de nossas casas temos que viver atualmente enjaulados como animais com medo da violência dos ladrões que nos roubam ,estrupam e matam.
Por isso moramos em verdadeiras prisões dentro de nossas casas.
Mas uma das piores prisões é a que nós mesmos submetemos.
A falta de amor ao próximo,da caridade ,não ter harmonia entre o corpo e a mente, provocando doenças graves como o pânico ,o stress,depressão e muitas vezes chegando a loucura.
Essa prisão é a pior.
Para isso não acontecer devemos em todas essas situações usar de bom -senso,contando com ajuda de nossos familiares ,da medicina e principalmente ter uma Espiritualidade sempre presente.

"Sem bom-senso todos os teus passos serão em vão"(Rudolf Steiner)

"O poder de julgar e distinguir o verdadeiro do falso ,que é propriamente o que se denomina o bom-senso ,é naturalmente igual em todos os homens"(René Descartes)

7 de setembro de 2012

Energia Vital


Fotografias por Lucia Marina Rodrigues

Em uma das ultimas férias fui a Paraty (Rio de Janeiro) e fiquei hospedada em um hotel que em frente havia uma calçada para chegar ao centro da cidade com árvores enormes em toda sua extensão .Pela manhã eu ia caminhar diariamente  percorrendo toda essa extensão ,uma caminhada com a brisa das árvores e o rio de outro.
Eu encontrava um senhor ,da raça oriental (japonês) que abraçava durante vários minutos todas as árvores.
Depois de um certo tempo estabelecemos um contato ,começando com um educado "bom dia"até que eu me aproximei mais e perguntei o motivo do abraço em todas as árvores e diariamente.
Ele me contou que tinha noventa anos(90) e um dia descobriu que tinha câncer no estômago .Depois da difícil recuperação pois já não era tão jovem o médico recomendou como terapia a caminhada em contato com a natureza e abraçar as árvores para fortalecer o fluido vital .
E assim se fortalecer das terapias invasivas  que precisou se submeter depois da operação .
E chegou aos 90 anos. Durante a tarde tomávamos chá e eu aprendi muito sobre "como fortalecer o fluido vital .
No nosso corpo corre o fluido vital ,ou seiva da vida e quando estamos em desarmonia ele vai diminuindo até que cessa tudo . Essa harmonia ente o fluido vital e nossa espiritualidade é muito importante ,nós torna únicos e fortes.
Durante minha viagem para Campos Gerais do Paraná aproveitei para caminhar ,praticar trilhas e principalmente abraçar todas árvores que encontrava como mostra as fotos ,eu recebendo toda energia dessas árvores centenárias.
Além de fortalecer meu fluido vital também em contato com a Natureza fiz um reflorestamento dos desertos da minha alma.

5 de setembro de 2012

Aeromoça

Foto de Bete (minha irmã)em seu uniforme de comissária de bordo 



Conversando no Bar/Saudades dos Aviões da Panair
(Música cantada por Milton Nascimento)

Lá vinha o bonde no sobe e desce ladeira
E o motorneiro parava a orquestra um minuto
Para me contar casos das campanhas da Itália
E do tiro que ele não levou

Levei um susto imenso nas asas da Panair.
Descobri que as coisas mudam e que tudo é pequeno nas asas da Panair

E lá vai menino xingando padre e pedra
E lá vai menino lambendo podre delícia
E lá vai menino senhor de todo o fruto
Sem nenhum pecado sem pavor

O medo em minha vida nasceu muito depois 
Descobri que minha arma é o que a memória guarda dos tempos da Panair

Nada de triste existe que não se esqueça
Alguém insiste fala ao coração
Tudo de triste existe não se esquece
Alguém insiste e fere o coração
Nada de novo existe nesse planeta 
Que não se fale aqui na mesa de bar

E aquela briga e aquela fome de bola
E aquele tango e aquela dama da noite aquela mancha e a fala oculta
Que no fundo do quintal morreu
Morri a cada dia dos dias que eu vivi
Cerveja que tomo hoje é apenas em memória dos tempos da Panair
A maior das maravilhas foi voando sobre o mundo nas asas da Panair.
A primeira Coca -Cola foi me lembro bem agora nas asas da Panair

Em volta desta mesa velhos e moços 
Lembrando o que já foi
Em volta desta mesa existem outras falando tão igual
Em volta dessas mesas existe a rua
Vivendo sem normal
Em volta dessa rua numa cidade sonhando seus metais 
Em volta da cidade.

4 de setembro de 2012

Cenários Naturais

Lagoa Dourada


Furnas de Vila Velha

Furnas de Vila Velha
 Fotografias por Lucia Marina Rodrigues (Agosto 2012)
Inverno -temperaturas 11°-20°C
Região de Campos Gerais do Paraná -Brasil

Parque Estadual de Vila Velha em Ponta Grossa
Furnas é sinônimo de Caverna,Gruta.
É um Patrimônio Histórico e Artístico do Estado
É uma área de arenitos e abriga uma fauna variada :lobos-guará,suçuaranas,jaguatiricas,quatis,gatos do mato,iraras,furão,catetos ,veados,tatus ,pombas ,perdizes aves de diversos tipos  e muitas outras espécies de animais.

2 de setembro de 2012

Esculturas da Natureza

Olá caros leitores

Para vocês de outros países ,agradeço seguirem o meu blog e gostaria de informá-los que as fotos das paisagens foram fotografadas no mês de Agosto  de 2012 .É um  período frio com  temperaturas de 11°C  a  20°C nessa região que estive .Estou postando para que vocês de outros lugares do mundo conheçam um pouco do meu país (Brasil).
Assim que eu terminar essa série vou começar a postar os contos que também mostram um pouco do nosso cotidiano . 


Fotografias por Lucia Marina Rodrigues
Região de Campos Gerais do Paraná





1 de setembro de 2012

Plantas diferentes

Fotografia por Lucia Marina Rodrigues
Vamos deixar cair o véu que cobre nossos olhos e com toda sensibilidade admirar a Natureza que constrói sem ajuda do homem esse gigante bouquet de um único tipo de planta .
Fotografia por Lucia Marina Rodrigues
Estas árvores são semelhantes aos seres humanos 
Com o tempo se vergam ,mas não caem e suas folhas se tornam como "barba" compridas e de cor cinza. 
É a Natureza novamente nos dando exemplo.
A pergunta que não quer calar:quem criou tudo isso ?