18 de setembro de 2012
17 de setembro de 2012
Compartilhar
16 de setembro de 2012
Mundo Novo
Mundo novo
Réstias de sol
penetravam por entre as árvores do pequeno pulmão, como chamávamos a pequena
floresta em que morávamos. Era nossa pátria agora. Tudo foi destruído, restando
só um deserto, o qual eu comparava com as caatingas do que fora o nosso
nordeste do antigo Brasil.
Depois da seca
dos rios, por falta de chuvas, destruição das florestas pela ganância dos
homens, o solo se tornou contaminado por nossa culpa, usando materiais não
degradáveis, poluentes de ambiente, pesticidas, causando queimadas, o planeta
se tornou um deserto. Não tínhamos água, alimentos, roupas.
Os escolhidos que
sobreviveram a esse final dos tempos, entre os quais me encontrava e a minha
irmã Gemale, saíram do local em que moravam em busca de um lugar para viver.
Não sabíamos o que encontraríamos, mas éramos dirigidas por uma intuição, penso
que uma fé inabalável fazia com que caminhássemos trôpegas e esfarrapadas
fugindo de tudo, onde a violência imperava em troca de algo, famílias se matando,
filhos contra pais, irmão contra irmão. Não sabemos qual foi o critério usado
por Deus, mas da nossa família só restou nós duas.
Na procura desse
mundo novo, atravessando esse deserto de destruição, eu, a mais forte, não sei,
sofri toda espécie de violência, para conseguir pingos de água e alimento para
continuarmos a jornada, porém, eu sabia que encontraria esse lugar e o ódio que
sentia vitimada por toda violência era meu alimento. Só queria dar forças a
Gemale, de saúde mais frágil, para chegar comigo. Sozinha não queria encontrar
esse mundo novo.
Conhecemos mais
pessoas vindas de outros lugares e esse pequeno grupo avistou a pequena
floresta com um córrego de águas límpidas. Finalmente o paraíso. Dividimos os
lugares,
eu e
Gemale tínhamos nosso pequeníssimo cantinho. Gemale começou uma pequena horta e
eu comecei a ler a Bíblia, único livro que consegui achar, pois todos foram
destruídos, para estudar sobre·outro prisma e tentar achar respostas; deixar algo escrito para
que outra geração pudesse saber o que passamos e não cometer os mesmos erros
que nós fizemos com nosso planeta.
Até que um dia
eles chegaram. Não sei de onde vieram, a violência começou, nossa paz foi
destruída. Homens, ou seriam animais, que nos roubavam e violentavam de todas
as formas. Eu tentava proteger Gemale, sempre conseguia esconde-la desses
estupros.
Eu tinha medo
sim, quando eles chegavam e nos levavam para seus castelos, que eram apenas
paredes de pedras, porque também por lá houve muitas lutas, mas o meu ódio por
eles era tanto que eu sobrevivia e de manhã ia buscar Gemale no nosso
esconderijo, pois esses demônios só chegavam com a noite. Um dia vieram mais
cedo e levaram minha Gemale. Eu sabia que ela não iria agüentar tanta
violência, não iria gritar, pois não falava.
Passei a noite
perto da nossa hortinha,lembrando de nossos pais e pedindo a eles que
protegessem Gemale, nossa menina que foi perdendo a voz conforme percebia que
reclamar e gritar não iria mudar o mundo.
Pela manhã fui
até a clareira esperando sua volta e a vi passando com seus cachos ruivos, suas
sardas e duas aureolas vermelhas nas bochechas. Os animais a seguravam pelas
axilas e não a deixaram comigo. Olhei para seus olhos, ela sorriu e me
acenou com a mão. Pensei: "graças a Deus está viva", e dentro das terríveis
circunstâncias, acho que sobreviveu à noite
infernal, apesar de sua fragilidade.
Quando vi os
monstros voltarem sozinhos, eu e outras mulheres da comunidade fomos a sua
procura e vi Gemale caída, sem vida, do outro lado, que fora no passado uma muralha.
Uma criança me disse que depois que os homens a deixaram, ela subiu no local
mais alto e se jogou, mas antes deixou um recado, pedindo desculpas por não ser
forte como eu e não ter suportado tanta violência. Seu aceno de mão foi um
adeus.
Gritei feita louca, minha vida perdeu o sentido, perdi minha irmã gêmea,
meu outro eu. Gritei novamente e senti alguém me chacoalhando.
Abri os olhos e
era Gemale, que deitada na outra cama do lindo quarto em nossa casa, se
assustou com meus gritos, acordou e ficou preocupada, achando que eu estava
tendo um pesadelo.
Ainda bem, foi um
pesadelo verídico ou premonição, mas quanto tempo nos resta antes de
destruirmos nosso planeta e a nós mesmos?!
Conto de autoria de Lucia Marina Rodrigues(Coletânea do Concurso Literário da UBE organizado por Neída Rocha -Porto Alegre -Brasil 2012
14 de setembro de 2012
Mistérios do Universo
13 de setembro de 2012
A última porta
8 de setembro de 2012
Prisioneiros
7 de setembro de 2012
Energia Vital
5 de setembro de 2012
Aeromoça
Foto de Bete (minha irmã)em seu uniforme de comissária de bordo
Conversando no Bar/Saudades dos Aviões da Panair
(Música cantada por Milton Nascimento)
Lá vinha o bonde no sobe e desce ladeira
E o motorneiro parava a orquestra um minuto
Para me contar casos das campanhas da Itália
E do tiro que ele não levou
Levei um susto imenso nas asas da Panair.
Descobri que as coisas mudam e que tudo é pequeno nas asas da Panair
E lá vai menino xingando padre e pedra
E lá vai menino lambendo podre delícia
E lá vai menino senhor de todo o fruto
Sem nenhum pecado sem pavor
O medo em minha vida nasceu muito depois
Descobri que minha arma é o que a memória guarda dos tempos da Panair
Nada de triste existe que não se esqueça
Alguém insiste fala ao coração
Tudo de triste existe não se esquece
Alguém insiste e fere o coração
Nada de novo existe nesse planeta
Que não se fale aqui na mesa de bar
E aquela briga e aquela fome de bola
E aquele tango e aquela dama da noite aquela mancha e a fala oculta
Que no fundo do quintal morreu
Morri a cada dia dos dias que eu vivi
Cerveja que tomo hoje é apenas em memória dos tempos da Panair
A maior das maravilhas foi voando sobre o mundo nas asas da Panair.
A primeira Coca -Cola foi me lembro bem agora nas asas da Panair
Em volta desta mesa velhos e moços
Lembrando o que já foi
Em volta desta mesa existem outras falando tão igual
Em volta dessas mesas existe a rua
Vivendo sem normal
Em volta dessa rua numa cidade sonhando seus metais
Em volta da cidade.
4 de setembro de 2012
Cenários Naturais
| Lagoa Dourada |
| Furnas de Vila Velha |
| Furnas de Vila Velha |
Inverno -temperaturas 11°-20°C
Região de Campos Gerais do Paraná -Brasil
Parque Estadual de Vila Velha em Ponta Grossa
Furnas é sinônimo de Caverna,Gruta.
É um Patrimônio Histórico e Artístico do Estado
É uma área de arenitos e abriga uma fauna variada :lobos-guará,suçuaranas,jaguatiricas,quatis,gatos do mato,iraras,furão,catetos ,veados,tatus ,pombas ,perdizes aves de diversos tipos e muitas outras espécies de animais.
2 de setembro de 2012
Esculturas da Natureza
Olá caros leitores
Para vocês de outros países ,agradeço seguirem o meu blog e gostaria de informá-los que as fotos das paisagens foram fotografadas no mês de Agosto de 2012 .É um período frio com temperaturas de 11°C a 20°C nessa região que estive .Estou postando para que vocês de outros lugares do mundo conheçam um pouco do meu país (Brasil).
Assim que eu terminar essa série vou começar a postar os contos que também mostram um pouco do nosso cotidiano .
Fotografias por Lucia Marina Rodrigues
Região de Campos Gerais do Paraná
1 de setembro de 2012
Plantas diferentes
| Fotografia por Lucia Marina Rodrigues |
Vamos deixar cair o véu que cobre nossos olhos e com toda sensibilidade admirar a Natureza que constrói sem ajuda do homem esse gigante bouquet de um único tipo de planta .
Assinar:
Comentários (Atom)
Mntenha o seu coração tranquilo e deixe tudo nas mãos que foram feridas por amor a você.
Text Elizabeth Elliot
-
Text Elizabeth Elliot



